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Agentes de Combate a Endemias realizam mais de mil vistorias em defesa da saúde

 
Todos os dias cerca de 1.485 agentes de combate a endemias percorrem os bairros da capital realizando vistorias para controle de zoonoses. Em 2018 foram mais de 4.399.681 imóveis visitados. O trabalho é permanente e de extrema importância. Por meio desse esforço, a Secretaria Municipal de Saúde consegue manter sob vigilância doenças como a dengue, zika, chikungunya, febre amarela, raiva, leishmaniose, dentre outras. Assim como em outras frentes de trabalho, a parceria com a população é fundamental para o sucesso das ações.

Thiago Madureira é Agente de Combate a Endemias há 10 anos e no bairro Copacabana ele já é conhecido pelos moradores. Por dia, são cerca de 30 vistorias e em todas elas, ele chega fazendo o alerta. “Seja pra dengue ou pra outras doenças, tem gente que acha que é simples e que não tem nada em casa, mas sempre a gente acha alguma coisa. Aí, é orientar e lembrar que cada um precisa fazer a sua parte”, reforçou.

A casa da aposentada Sandra Flores, é limpa e organizada. Não tem inservíveis, entulho ou lixo acumulado e a piscina é mantida com água tratada. Mas ali mesmo no quintal, um detalhe passou despercebido a ela. “Com a chuva, as bromélias acumularam água. Ainda bem que o Thiago veio e olhou porque a gente toma todo cuidado, mas tem coisa que a gente esquece”, disse. É aí que vem um dos alertas mais importantes do agente. “Nós passamos nas casas de dois em dois meses, nesse período, pelo menos uma vez por semana o morador precisa fazer o checklist”, lembrou.

A primeira vistoria dos agentes, na residência do carpinteiro Ailton dos Santos, 60, foi no último dia 9 deste mês e não foram encontradas larvas do mosquito. Já na segunda visita, realizada na sexta-feira, dia 18, apenas nove dias depois, a equipe de Zoonoses encontrou larvas do mosquito Aedes aegypti, em um ralo, que recebe água de chuva da calha, e em um vasilhame para água de animais domésticos.

O morador ficou assustado com a rapidez do desenvolvimento do mosquito. “Eu não imaginava que aí dentro poderia ser um criadouro, porque a água da chuva da calha escorre por aqui e desce pelo ralo da rede”, disse surpreso.

O agente de combate à endemias explicou que o ralo precisa ficar constantemente seco e que é necessário, quando chove, jogar cloro ativo ou água sanitária e em seguida, um balde de água. Além da vistoria, os agentes fazem também a remoção dos ovos e larvas do mosquito, e orientam os moradores sobre as doenças transmitidas e as formas de evitar e eliminar locais que possam virar criadouros.

O trabalho dos agentes na capital começou na década de 90 e em quase vinte anos de atuação na cidade, esses profissionais tiveram que se qualificar e se adaptar às mudanças pelas quais a capital passou, tanto em termos demográficos, quanto ambientais. Os agentes de combate a endemias fazem parte das equipes de Saúde da Família. Eles assumem um papel importante no estreitamento e fortalecimento do vínculo com a comunidade e na vigilância epidemiológica no território. Eles são os principais responsáveis por mobilizar a população para a adoção de medidas simples de manejo ambiental para prevenção e vetores.

Belo Horizonte é reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho no combate às doenças transmitidas pelo Aedes. Este reconhecimento só é possível quando há cooperação e empenho por parte de todos os envolvidos. O trabalho desses profissionais contribui diretamente para os resultados das ações realizadas pela Prefeitura, no sentido de conter o avanço de doenças no território, como reforça a bióloga e referência técnica da Gerência de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Ana Carolina Lemos Rabelo. “O Agente de Combate a Endemias executa um importante papel de educação em saúde voltado para a vigilância, prevenção e controle de doenças. Durante as vistorias que são realizadas ao longo do ano, ele repassa orientações importantes à população e o seu papel é fundamental para que as ações sejam de fato satisfatórias”.

As vistorias realizadas pelos agentes são programadas pela equipe ou, quando necessário, a população também pode solicitar pelo 156 ou pelo Sistema Informatizado de Atendimento ao Cidadão. O prazo para atendimento é de 10 dias úteis.
 
Fonte: PBH

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