Acidentes com animais peçonhentos aumentam durante o período chuvoso
- Rádio AGROCITY

- 12 de jan. de 2019
- 4 min de leitura
Acidentes
com animais como escorpião, cobra, formiga, abelha, vespa, marimbondo,
lagartas, lacraia e aranhas costumam aumentar tanto em áreas urbanas,
quanto rurais durante o período chuvoso e quente. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) orienta a população em relação aos riscos.Entre as estratégias de comunicação da SES-MG estão: o hotsite #AlertaChuva, Blog da Saúde MG e as redes sociais da SES-MG (Facebook, Twitter e Instagram) que divulgam informações sobre o assunto.“Nos meses do verão, dezembro a março, há um aumento no número de
acidentes por animais peçonhentos em relação aos demais meses do ano.
Mais de 40% dos acidentes são registrados nessa época. Isto porque há um
aumento no crescimento da população destes animais no período”, explica
a coordenadora de Zoonoses e Vigilância de Fatores de Risco Biológicos
da SES-MG, Mariana Gontijo.Em 2018, conforme mapeamento ainda parcial, foram mais de 50 mil
acidentes com animais peçonhentos notificados em Minas Gerais, sendo que
77 pessoas morreram. Esses números aumentaram em relação ao ano de
2017, quando ocorreram cerca de 41 mil casos e 58 óbitos. A maioria dos
acidentes é causada por escorpião.Acidentes com lagartasAs lagartas popularmente conhecidas como taturanas e mandorová são uma
das fases do ciclo biológico de mariposas e borboletas. E também podem
provocar acidentes (as chamadas “queimaduras”) que, embora sejam na
maioria dos casos de evolução benigna, merecem atenção em alguns casos.Com ampla distribuição em todo o país, as lagartas do gênero Lonomia
pertencem à Família Saturniidae (lagartas “espinhudas”) e podem causar
acidentes graves. Vivendo em grupos, estas lagartas possuem cerdas
urticantes em forma de espinhos, semelhantes a pequenos pinheiros verdes
distribuídos no dorso da lagarta, presença de mancha branca em formato
de ‘U’ próxima à cabeça e corpo com estrias horizontais
predominantemente marrons. Caso a lagarta não apresente estas três
características, não pode ser considerada Lonomia mesmo que se
pareça com uma. A inoculação do veneno no corpo do paciente ocorre por
meio do contato destas cerdas urticantes com a pele, causando dermatite
pápulo-pruriginosa.Este ano, ainda não foram notificados acidentes com lonômias, mas, em 2017, foram 136 notificações e, no ano passado, 263.De acordo com a referência técnica estadual do Programa de Vigilância e
Controle dos Acidentes por Animais Peçonhentos da SES-MG,
Andréia Santos, nos acidentes com lonômias podem aparecem complicações
como sangramento na gengiva e aparecimento de sangue na urina.“Em caso de acidente, o ideal é lavar o local da picada com água fria ou
gelada e sabão. Em seguida, deve-se encaminhar a pessoa imediatamente
ao serviço de saúde mais próximo para que possa ser avaliado e receber o
tratamento adequado, se necessário. Se for possível, é recomendado
capturar a lagarta e levá-la até o atendimento, porque assim fica mais
fácil definir a conduta clínica, principalmente sobre a necessidade ou
não de solicitação de exames periódicos ou observação prolongada”,
explica.Normalmente, os acidentes com lagartas ocorrem quando o indivíduo toca o
animal, geralmente em tronco de árvores ou ao manusear vegetação. A
dor, na maioria dos casos, é violenta, irradiando-se do local da
"queimadura" para outras regiões do corpo.Evitando acidentesA melhor forma de evitar os acidentes é adotar medidas de prevenção.
Como o contato com os animais peçonhento ocorre, geralmente, durante a
realização de atividades que envolvem a manipulação de galhos, troncos,
folhas e coleta de frutos, recomenda-se atenção especial nessas
ocasiões, principalmente com as crianças.Mariana Gontijo recomenda manter limpos quintais e jardins das
residências, não acumular folhas secas e lixo domiciliar. Também evitar a
formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de
construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho,
superfícies sem revestimento e umidade. Além disso, colocar telas nas
aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos fechados. Conheça
os principais cuidados a serem tomados para evitar acidentes com animais
peçonhentos:■ Em locais ou situações de risco para acidentes por animais peçonhentos
(ex.: florestas, matas, trilhas, áreas com acúmulo de lixos, atividades
de lazer, de limpeza, serviços de jardinagem, entre outros), utilize
sempre equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas de couro,
botas de cano alto e perneira;■ Olhe sempre com atenção o local de trabalho e os caminhos a percorrer;■ Não coloque as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores,
cupinzeiros, entre espaços situados em montes de lenha ou entre pedras.
Caso seja necessário mexer nestes locais, use um pedaço de madeira,
enxada ou foice;■ Durante o amanhecer e anoitecer evite a aproximação da vegetação muito
próxima ao chão, gramados ou jardins, pois nestes momentos as serpentes
estão em maior atividade;■ Não mexa em colmeias e vespeiros. Caso estes estejam em áreas de risco
de acidente, contate a autoridade local competente para a remoção;■ Inspecione roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, panos de chão e tapetes, antes de usá-los;■ Afaste camas e berços das paredes e evite pendurar roupas fora dos armários;■ Caso encontre um animal peçonhento, afaste-se com cuidado e evite
assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto, e procure a autoridade de
saúde local para orientações;■ Em locais rochosos ou com pedras soltas, caminhe sempre com os pés
protegido por um calçado firme, de solado antiderrapante (tênis ou
sapatilha);■ Evite colocar as mãos desprotegidas em tocas ou sob rochas;■ Ao coletar frutas no pomar, realizar atividades de jardinagem ou em
qualquer outra em ambientes silvestres, observar bem o local, troncos,
folhas, gravetos antes de manuseá-los, fazendo sempre o uso de luvas
para evitar o acidente.
Fonte: Agência Minas




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