top of page

México Mantém Isenção Tarifária para Frango Brasileiro: PACIC Garante Competitividade e Fortalece Exportações em 2026

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • há 5 dias
  • 4 min de leitura

A renovação do PACIC (Paquete Contra la Inflación y la Carestía) no México trouxe boas notícias para o setor avícola brasileiro. A manutenção da isenção tarifária para a importação de carne de frango, comprovadamente vantajosa, é um marco que garante a competitividade do frango brasileiro em um cenário global desafiador. Neste artigo, vamos explorar as implicações desta decisão para o agronegócio, com foco nas exportações, e examinar o impacto dessa estratégia em 2026.


O que é o PACIC e por que ele importa para o agronegócio brasileiro


O PACIC é um programa estabelecido pelo governo mexicano para controlar a inflação e a carestia, que são preocupações constantes no panorama econômico do país. Com a última renovação, que se estende até 31 de dezembro de 2026, o PACIC se reafirma como um aliado no fortalecimento das exportações brasileiras. A manutenção da isenção tarifária para a carne de frango brasileiro é um reflexo direto dessa estratégia.


Um dos objetivos primordiais deste programa é garantir que os produtos essenciais não tenham seus preços elevados exorbitantemente, principalmente aqueles que fazem parte da cesta básica dos mexicanos. A isenção tarifária, que poderia alcançar até 75%, é crucial para manter os custos acessíveis para os consumidores sem comprometer a oferta.


Close-up view of chicken on a farm
Visão aproximada de galinhas em uma fazenda, mostrando animais saudáveis, essenciais para a indústria avícola.

Frango mantém isenção: uma vitória estratégica


A decisão de manter a isenção tarifária para a carne de frango é, sem dúvida, uma vitória estratégica para o Brasil. Segundo a análise da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), essa medida não apenas garante previsibilidade nas exportações, mas também solidifica o Brasil como um fornecedor confiável para o mercado mexicano.


Esse compromisso associado à continuação do comercio resulta em um aumento significativo na quantidade de frango que o Brasil exporta para o México. Nos primeiros 11 meses de 2025, o Brasil exportou 238 mil toneladas de carne de frango para o país, um aumento de 16% em relação ao ano anterior. Isso ressalta a importância do México como o quinto maior destino das exportações brasileiras de frango.


Os números que comprovam a importância do México


A relevância do mercado mexicano para as exportações brasileiras não pode ser subestimada. Com a isenção tarifária mantida para o frango, o Brasil se beneficia de um cenário favorável, possibilitando um crescimento nas exportações e, consequentemente, aumentando a competitividade no setor avícola.


Além do frango, é crucial observar as exportações de carne suína, que também estão em ascensão. Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações brasileiras de suínos para o México alcançaram 74 mil toneladas, representando um crescimento impressionante de 70% em relação a 2024. Esses números demonstram que, apesar dos desafios de tarifas em outros setores, o Brasil continua a ser um player relevante no comércio internacional de proteínas.


High angle view of chicken processing plant
Vista de cima de uma fábrica de processamento de frango, enfatizando a escala da produção avícola.

Carne suína e bovina: o outro lado da moeda


Enquanto a isenção tarifária para o frango foi mantida, o mesmo não pode ser dito para as carnes suína e bovina. O PACIC impôs tarifas de 16% a 20% para a carne suína e 25% para a carne bovina, o que pode reduzir a competitividade do Brasil nesse mercado específico.


A suspensão da isenção para a carne suína é preocupante, pois pode, sim, afetar as exportações brasileiras, mesmo que os números atuais ainda revelem um crescimento. Além disso, tais tarifas podem complicar a situação dos exportadores que já operam sob contratos anteriores à mudança, embora existam regras de transição que podem aliviar parte dessa pressão.


Perspectivas para 2026 e impactos no mercado


As novas normas trazem uma perspectiva promissora para o setor de carnes e, especialmente, para o frango. Com o PACIC reafirmando seu compromisso de manter preços acessíveis, é esperado um aumento contínuo na demanda por carne de frango brasileira no México até 2026.


Os produtores brasileiros devem se preparar para esse cenário, potencializando suas estratégias de produção e exportação. A manutenção da isenção tarifária não só estimula as exportações, mas também fortalece a posição do Brasil no mercado global, onde cada vez mais os consumidores buscam por qualidade e preço justo.


O que isso significa para produtores e para o consumidor mexicano


Para os produtores brasileiros, a manutenção da isenção tarifária é uma oportunidade para expandir sua participação no mercado mexicano, assim como em outros mercados, aproveitando a demanda crescente. Isto cria um ciclo virtuoso que beneficia não apenas os exportadores, mas também os consumidores.


Para os consumidores mexicanos, isso significa acesso contínuo a produtos de alta qualidade a preços competitivos, ajudando a estabilizar os custos na cesta básica. O compromisso dos importadores em não aumentar os preços durante essa transição é também um sinal positivo.


Eye-level view of a poultry farm
Vista em nível dos olhos de uma granja avícola, ilustrando um ambiente bem gerenciado para a produção de aves.

Análise da competitividade brasileira no mercado internacional


Em resumo, a renovação do PACIC e a manutenção da isenção tarifária para a importação de carne de frango é uma ação estratégica que fortalece a competitividade do Brasil no mercado internacional. O setor avícola, em especial, se beneficia de um cenário que promove o comércio estável e previsível, enquanto as restrições tarifárias em outros segmentos, como a carne suína e bovina, destacam a necessidade de uma análise crítica contínua das políticas de comércio.


A análise da ABPA destaca que essa decisão reafirma a competitividade do frango brasileiro frente a outras fontes de proteína no México e no exterior. O Brasil está, portanto, em uma posição de vantagem, pronto para atender à crescente demanda do mercado mexicano e fortalecer suas relações comerciais na América Latina e além.


Diante desse cenário, é crucial que os profissionais do agronegócio, investidores e exportadores permaneçam atentos às tendências do mercado e à evolução das políticas comerciais, sempre buscando se adaptar e inovar para manter uma posição competitiva robusta no setor global de proteínas animais.

Comentários


bottom of page