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NOVO VALOR DA PASSAGEM EM BH: O QUE MUDA NO SEU BOLSO E NO TRANSPORTE EM 2026

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • há 5 dias
  • 4 min de leitura

Belo Horizonte inicia o ano de 2026 com uma mudança significativa que impacta diretamente a rotina de milhares de trabalhadores, estudantes e cidadãos que dependem do transporte coletivo. Desde o dia 1º de janeiro, as novas tarifas de ônibus municipais entraram em vigor na capital mineira, elevando o valor da passagem principal de R$ 5,75 para R$ 6,25. O ajuste, oficializado pela Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob), reflete os desafios financeiros e operacionais enfrentados pela gestão urbana para manter o sistema em funcionamento diante da inflação e do aumento dos custos de manutenção.


Para o morador da Região Metropolitana, a pressão no orçamento não para por aí. A partir desta semana, no dia 9 de janeiro, as linhas metropolitanas que conectam municípios vizinhos a BH também sofrerão um reajuste de 8,93%. Essa atualização tarifária acontece em um momento em que a capital discute o seu orçamento para 2026, marcado por um déficit projetado, onde o subsídio ao transporte público surge como um dos principais pontos de debate entre o Executivo e o Legislativo. Entender essas mudanças é fundamental para quem circula diariamente pelas avenidas e estações de integração da Grande BH.


O CONTEXTO DO FATO: REAJUSTE E ORÇAMENTO


O aumento das passagens em Belo Horizonte é fundamentado na Lei Municipal 11.458/2023, que estabelece revisões anuais baseadas em uma planilha de custos que inclui combustível, salários de motoristas, manutenção da frota e tributos. De acordo com a prefeitura, o valor de R$ 6,25 é fruto de um esforço para conter um aumento ainda maior; sem o subsídio municipal, a tarifa real poderia ultrapassar a barreira dos R$ 10,30, o que tornaria o transporte proibitivo para grande parte da população.


Paralelamente, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou o orçamento para 2026 com um déficit previsto de R$ 786,6 milhões. O transporte público é o grande protagonista deste cenário fiscal, com uma previsão de gastos de R$ 1,7 bilhão para este ano. Este volume de recursos é o que garante, por exemplo, a manutenção da "Tarifa Zero" em linhas de vilas e favelas, além da gratuidade aos domingos e feriados, medidas que permanecem inalteradas mesmo com o novo reajuste das linhas convencionais.


IMPACTO PRÁTICO NO CIDADÃO: VALORES E REGRAS


Na prática, o usuário precisa estar atento à nova tabela de preços. As linhas diametrais, radiais, troncais e perimetrais (as mais utilizadas para o deslocamento entre regiões e centro) agora custam R$ 6,25. Já as linhas circulares e alimentadoras, que fazem o trajeto local até as estações, passaram de R$ 5,50 para R$ 6,00. As linhas de curta distância, conhecidas como "vilas e favelas", mantêm o custo zero, uma política social que visa garantir o acesso à mobilidade para as camadas mais vulneráveis.


Outro ponto de atenção é a integração tarifária. As regras permanecem as mesmas, permitindo que o passageiro utilize mais de um veículo dentro do período estabelecido pagando apenas uma tarifa ou um complemento reduzido, dependendo da linha. Para os usuários do sistema metropolitano (RMBH), o reajuste de 8,93% que passa a valer em 9 de janeiro afetará todas as 636 linhas da região. Moradores de cidades como Santa Luzia, Ribeirão das Neves e Contagem devem preparar o bolso, já que as tarifas variam conforme a distância e a característica da linha.


ANÁLISE DE INFRAESTRUTURA: OBRAS E RETOMADA DO FLUXO


O início de 2026 não traz mudanças apenas no preço, mas também na dinâmica das vias. Após a suspensão de obras em vias arteriais durante o período de festas para facilitar o trânsito, a prefeitura autorizou a retomada das intervenções a partir de 9 de janeiro. Isso significa que grandes projetos, como a construção da nova trincheira na Avenida Cristiano Machado e as obras de prevenção de enchentes, voltarão a mobilizar máquinas e operários.


A análise técnica indica que, embora o reajuste seja impopular, ele é acompanhado pela promessa de renovação da frota e melhoria da infraestrutura de mobilidade. A expansão da Linha 2 do Metrô e os estudos para o Rodoanel Metropolitano continuam sendo as grandes apostas para desafogar o trânsito no Anel Rodoviário e reduzir o tempo de viagem dos passageiros dos ônibus, embora a entrega definitiva dessas obras ainda demande paciência do cidadão belo-horizontino.


COMPARATIVO E PERSPECTIVAS: BH NO CENÁRIO NACIONAL


Belo Horizonte segue uma tendência observada em outras capitais brasileiras, onde o custo do transporte público tem se tornado um desafio de gestão fiscal. Enquanto cidades como Curitiba e São Paulo buscam modelos de financiamento misto, BH aposta na manutenção de um subsídio robusto para evitar o colapso do sistema. O debate sobre a "Tarifa Zero" total, já implementada em mais de 100 municípios menores no Brasil, começa a ganhar corpo nos corredores da Câmara Municipal, mas ainda esbarra na limitação orçamentária de 2026.


Os próximos passos da gestão pública incluem a implementação de novas tecnologias de monitoramento e pagamento digital, visando reduzir fraudes e melhorar a percepção de segurança do passageiro. A meta é que, até o final de 2026, uma parcela maior da frota seja composta por ônibus elétricos ou com baixa emissão de poluentes, alinhando a mobilidade urbana às metas de sustentabilidade da capital mineira.


O aumento nas passagens é um lembrete amargo de que a mobilidade urbana em uma metrópole como Belo Horizonte exige investimentos constantes e escolhas políticas complexas. Entre o subsídio milionário e o impacto no bolso do trabalhador, a cidade busca um equilíbrio que garanta o direito de ir e vir com dignidade. Ficar informado sobre essas mudanças e cobrar por melhorias na qualidade do serviço é o papel de todo cidadão. Para acompanhar de perto os desdobramentos dessa e de outras notícias que mexem com o seu dia a dia, sintonize na Rádio AGROCITY. Participe dos nossos debates e fique por dentro de tudo o que acontece em nossa capital e região metropolitana. A sua voz é o que move a nossa cidade!

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