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Parque Estadual do Rio Doce: Descubra os Segredos da "Amazônia Mineira" que Bate Recordes de Visitação

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • há 20 horas
  • 5 min de leitura

O Despertar de um Gigante Verde


Em meio à agitação urbana e ao ritmo acelerado do cotidiano, existe um santuário em Minas Gerais que parece ter parado no tempo, preservando a essência mais pura da biodiversidade brasileira. O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), carinhosamente apelidado de "Amazônia Mineira", consolidou-se em 2024 como um dos destinos mais procurados por quem busca reconexão com a natureza. O marco é histórico: o parque superou seus próprios recordes de visitação, atingindo a marca de 41.341 visitantes, o maior número registrado desde 2012. Este fenômeno não é por acaso, mas sim o resultado de uma busca crescente por roteiros que unem contemplação, sustentabilidade e a riqueza do interior mineiro.


Situado no Vale do Aço, abrangendo os municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo, o PERD não é apenas mais uma unidade de conservação; ele é o primeiro parque estadual criado em Minas Gerais, datando de 1944. Sua importância no panorama do turismo nacional é estratégica. Enquanto o mundo volta os olhos para a preservação ambiental, Minas Gerais entrega um roteiro que combina o rigor da conservação com a hospitalidade mineira, tornando-se um modelo de como o turismo de natureza pode ser um motor de desenvolvimento regional e conscientização ecológica.


O Coração da Mata Atlântica: O que faz do PERD um Destino Único


A alcunha de "Amazônia Mineira" não é apenas um recurso de marketing. O Parque Estadual do Rio Doce abriga a maior reserva contínua de Mata Atlântica do estado, funcionando como um refúgio vital para espécies ameaçadas. O que realmente hipnotiza o turista, porém, é o seu complexo sistema lacustre. São cerca de 40 lagoas naturais, um fenômeno raro em regiões de altitude, que criam um cenário de espelhos d'água entre as montanhas e a mata fechada.


O destaque absoluto é o Lago Dom Helvécio, o maior e mais profundo, com águas cristalinas que convidam ao banho em áreas permitidas e ao passeio contemplativo. Para os entusiastas da fauna, o PERD é um verdadeiro safári brasileiro. Não é raro avistar o majestoso muriqui (o maior primata das Américas), além de antas, capivaras e uma infinidade de aves que fazem da região um paraíso para o birdwatching (observação de aves). A imersão sonora proporcionada pelo parque — o canto dos pássaros misturado ao balanço das folhas — oferece uma terapia natural que atrai desde famílias em busca de lazer até pesquisadores internacionais.


Experiências e Roteiros: Do Agroturismo à Aventura


A visita ao Parque Estadual do Rio Doce vai muito além da simples caminhada. O roteiro foi estruturado para oferecer diferentes níveis de interação com o ecossistema. Para os aventureiros, as trilhas autoguiadas, como a Trilha do Pescador e a Trilha da Vinhática, proporcionam um contato direto com árvores centenárias e a chance de observar a regeneração natural da floresta. O parque também oferece áreas para camping, permitindo que o visitante vivencie a magia de dormir sob o céu estrelado do interior mineiro, despertando com o alvorecer da floresta.


Um aspecto fundamental que enriquece a jornada é a conexão com o Turismo Rural nas cidades do entorno. O Vale do Aço e a região de Marliéria oferecem o autêntico sabor mineiro. Ao visitar o PERD, o turista tem a oportunidade de conhecer fazendas históricas, provar queijos artesanais, cachaças de alambique e o tradicional café coado na hora. Essa integração entre o parque e o agroturismo local cria uma economia circular onde o visitante usufrui da natureza preservada e consome a produção rural da região, fortalecendo a identidade cultural e econômica do Leste de Minas.


Logística e Dicas Práticas: Planejando sua Jornada


Para aproveitar ao máximo a "Amazônia Mineira", o planejamento é essencial. O acesso principal é feito pela cidade de Marliéria, a cerca de 200 km de Belo Horizonte. O asfalto chega até a portaria do parque, facilitando o acesso para veículos de passeio. A infraestrutura interna conta com centro de visitantes, mirantes estratégicos e áreas de lazer.


Quando ir: A melhor época para visitar o parque é entre os meses de maio e setembro, durante a estação seca, quando as trilhas estão em melhores condições e a visibilidade para observação de animais é maior. No entanto, o verão (dezembro a março) é ideal para quem deseja aproveitar as lagoas para banho, embora as chuvas possam ser mais frequentes. Hospedagem: O parque oferece uma área de camping estruturada com vestiários e churrasqueiras. Para quem prefere maior conforto, as cidades vizinhas como Timóteo e Coronel Fabriciano possuem rede hoteleira diversificada, enquanto Marliéria oferece pousadas rurais charmosas que garantem a experiência completa do campo. O que levar: Repelente, protetor solar, calçados fechados para trilhas e, claro, uma câmera fotográfica. Lembre-se que o parque é uma unidade de preservação rigorosa: o lixo deve ser trazido de volta e o respeito ao silêncio é fundamental para a manutenção da fauna local.


O Impacto Econômico e Sustentável: O Turismo como Força de Preservação


O recorde de mais de 41 mil visitantes em 2024 traz um impacto direto na economia do Vale do Aço. O aumento da circulação de turistas movimenta postos de gasolina, restaurantes, padarias e o comércio de artesanato regional. De acordo com dados do Instituto Estadual de Florestas (IEF), esse crescimento de 21,6% em relação ao ano anterior demonstra que o turismo de natureza é um dos pilares mais resilientes da economia mineira.


Mais do que números, a sustentabilidade é o foco central. O valor arrecadado com as entradas e os serviços de concessão é reinvestido na manutenção das trilhas, na segurança dos visitantes e em projetos de educação ambiental. O PERD funciona como uma sala de aula ao ar livre, onde escolas da região e turistas aprendem sobre a importância da preservação da Mata Atlântica e a recuperação das bacias hidrográficas. Ao escolher o Parque do Rio Doce como destino, o viajante está, na prática, financiando a proteção de um patrimônio que pertence a todos os brasileiros.


Política e Fomento: Minas Recebe o Mundo


O sucesso do Parque Estadual do Rio Doce é também fruto de políticas públicas integradas. O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e do IEF, tem investido na promoção do "Destino Minas", focando na diversificação dos roteiros para além das cidades históricas tradicionais. Programas de incentivo ao ecoturismo e a melhoria na sinalização turística foram cruciais para que o parque alcançasse esse marco histórico.


A modernização da gestão das unidades de conservação mineiras tem permitido que lugares como o PERD ofereçam experiências mais profissionais e seguras. O fomento estatal busca posicionar Minas Gerais não apenas como o estado das montanhas, mas como um líder em turismo sustentável no Brasil, capaz de competir com destinos internacionais de natureza ao oferecer infraestrutura de qualidade aliada à preservação ambiental rigorosa.


Sua Próxima Parada é na Natureza


O Parque Estadual do Rio Doce é a prova de que o turismo consciente é o caminho para o futuro. O recorde de visitação em 2024 celebra não apenas a beleza das 40 lagoas ou a imponência da Mata Atlântica, mas a vitória de um modelo de lazer que respeita a vida em todas as suas formas. Visitar a "Amazônia Mineira" é um convite para desacelerar, respirar o ar mais puro do estado e se maravilhar com a força da natureza que insiste em florescer.

Se você busca um destino que une a paz do campo, a aventura das trilhas e a riqueza da cultura mineira, o PERD espera por você. Prepare suas malas, respeite o meio ambiente e venha descobrir por que este parque conquistou o coração de tantos brasileiros este ano.


Para mais dicas de roteiros exclusivos, entrevistas com guias especializados e as últimas notícias do agroturismo em Minas Gerais e no Brasil, continue acompanhando nosso blog e sintonize na Rádio AGROCITY. Aqui, nós conectamos você ao que há de melhor no campo e no turismo rural. Sua próxima grande viagem começa pelo rádio!



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