A divulgação do Atlas da Violência traz à tona um cenário de profunda dualidade na realidade social brasileira. Por um lado, o país comemora a consolidação do menor patamar de homicídios oficiais da última década, registrando uma taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes — uma redução expressiva que reflete os esforços de coordenação federativa e as sucessivas operações asfixiantes contra a saúde financeira das facções criminosas. Por outro lado, o dado estatístico esbarra em