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AgTech Pecuária: Sensores, Drones e a Otimização da Taxa de Lotação no Brasil Central

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • 18 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Gerenciamento de Pastagem 4.0: Aumento de Lotação com Risco Controlado


O maior gargalo da pecuária extensiva brasileira é a subutilização da terra. A baixa Taxa de Lotação (UA/ha) e o manejo deficiente de pastagem resultam em um custo de produção por @ (arroba) excessivamente elevado. A AgTech de precisão surge como a principal alavanca para reverter esse quadro.


Drones equipados com sensores multiespectrais e hiperespectrais permitem o mapeamento preciso da qualidade da forragem, identificando o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) e a disponibilidade real de massa seca por piquete. Esta informação, quando cruzada com o monitoramento individual dos animais (sensores de brinco/coleira), permite a gestão dinâmica do pastejo rotacionado de precisão.


O Impacto Financeiro da Gestão Dinâmica


A tecnologia permite ao pecuarista tomar decisões baseadas em dados em tempo real, maximizando a lotação sem comprometer a qualidade do pasto (evitando a degradação) ou a performance animal.

Variável

Antes da AgTech (Manejo Convencional)

Após a AgTech (Manejo de Precisão)

GMD (Ganho de Peso Diário) Mínimo

0.65 kg

0.80 kg

Aumento de UA/ha (Médio)

1.2 UA/ha

2.0 UA/ha

Melhoria na FCR (Conversão Alimentar)

Não mensurável com precisão

Redução de até 15%

O custo de implementação do pacote tecnológico (sensores de monitoramento, software de gestão, serviços de drone) pode variar de R$100 a R$300 por hectare/ano. No entanto, o aumento de 66% na lotação média, combinado com um GMD mais alto, traduz-se em uma Receita Líquida por Hectare que pode saltar mais de 150%.


Cálculo do Ponto de Equilíbrio (Break-even): O payback para o investimento em AgTech pecuária de precisão é tipicamente rápido, variando de 12 a 36 meses, dependendo da escala. O custo tecnológico é compensado pela redução do tempo de permanência do animal no pasto até o peso de abate e pela otimização do uso de suplementos. O risco de pastagem degradada é drasticamente mitigado, protegendo o capital investido na terra.


Conclusão Estratégica: A AgTech é o principal motor de eficiência zootécnica e financeira. Não é um luxo, mas uma necessidade para manter a competitividade global da arroba brasileira.


Por Gustavo Boiadeiro, seu analista de Pecuária & Agronegócio Integrado.

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