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Mistério no Subsolo: Polícia Civil Mobiliza Força-Tarefa e Trata Desaparecimento de Corretora Mineira como Homicídio

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • 16 de jan.
  • 5 min de leitura

O Enigma que Mobiliza as Forças de Segurança


O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos, completa nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, exatamente 30 dias sem respostas concretas, transformando-se em um dos casos mais complexos e intrigantes da crônica policial recente. Natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Daiane desapareceu dentro do condomínio onde residia e administrava locações em Caldas Novas, Goiás. O fato central que intriga as autoridades é o "vácuo" nas imagens de segurança: a corretora foi vista entrando no subsolo do prédio para verificar um problema elétrico e, desde então, não há qualquer registro de sua saída, seja a pé ou em seu veículo, que permaneceu na garagem.


A Polícia Civil de Goiás (PCGO), que inicialmente tratava o caso como um desaparecimento comum, anunciou uma mudança drástica de protocolo nesta semana. Diante da ausência de sinais vitais, da interrupção abrupta de comunicações e da análise técnica das circunstâncias, a investigação foi oficialmente transferida para o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH). A medida ocorre após a pressão de familiares em Minas Gerais e a constatação de que o ambiente do desaparecimento apresenta indícios que extrapolam um simples sumiço voluntário, mobilizando uma força-tarefa composta por delegados e agentes especializados em crimes contra a vida.


Cronologia do Desaparecimento: O Último Registro no Subsolo


Para entender a profundidade da ação policial, é necessário retroceder ao dia 17 de dezembro de 2025. Daiane Alves Sousa percebeu que a energia elétrica de seu apartamento havia sido cortada. De forma precavida, ela utilizou o próprio telefone celular para documentar a situação, gravando um vídeo enquanto caminhava pelo corredor e entrava no elevador. Nas imagens, ela demonstrava estranheza, pois o restante do prédio possuía iluminação normal, o que a levou a suspeitar que alguém estivesse desligando o seu padrão de energia propositalmente.


A descrição cronológica obtida pela polícia mostra que Daiane desceu até a recepção, onde questionou o porteiro sobre uma possível manutenção da concessionária de energia. Sem respostas satisfatórias, ela retornou ao elevador com o objetivo de ir ao subsolo, área onde ficam os quadros de energia e a garagem. O último registro de vídeo enviado por ela a uma amiga termina justamente quando as portas do elevador se abrem no pavimento inferior. A partir desse segundo, Daiane "evaporou". O condomínio, que possui 165 apartamentos e um sistema robusto de monitoramento, não capturou nenhuma imagem da corretora retornando ao seu andar ou saindo pelas vias de acesso comuns, o que direciona o foco da perícia para a possibilidade de uma remoção forçada através de pontos cegos ou veículos.


Mudança de Rumo: A Intervenção do Grupo de Investigação de Homicídios


A decisão da Polícia Civil em elevar o status da investigação para a Delegacia de Homicídios marca um ponto de inflexão na estratégia das forças de segurança. Segundo fontes ligadas à corporação, a formação de uma força-tarefa sob a presidência do delegado titular do GIH visa aplicar técnicas de inteligência avançadas que não são comumente usadas em casos de desaparecimento simples. A polícia agora trabalha com a hipótese de que Daiane tenha sido vítima de um crime violento ocorrido dentro das dependências do próprio prédio ou que tenha sido retirada do local sob coação.


As diligências atuais incluem o uso de luminol em áreas críticas do subsolo e da garagem, em busca de vestígios biológicos que possam ter sido limpos. Além disso, a força-tarefa está realizando o que a doutrina policial chama de "perícia reversa" nas câmeras de segurança de toda a vizinhança, monitorando cada veículo que deixou o condomínio nas três horas subsequentes ao desaparecimento de Daiane. A análise técnica dos aparelhos de gravação do prédio (DVRs) também está sendo realizada para verificar se houve qualquer tipo de manipulação ou deleção de trechos específicos das filmagens entre os dias 17 e 18 de dezembro.


Conflitos e Denúncias: O Histórico de Atritos no Condomínio


Um dos pilares da investigação policial repousa sobre o histórico de desentendimentos entre a corretora e a administração do condomínio. Documentos e depoimentos colhidos pela Polícia Civil revelam que Daiane vivia um ambiente de extrema hostilidade. Havia processos judiciais em andamento e, inclusive, uma assembleia de moradores teria votado pela expulsão da corretora do edifício devido a conflitos interpessoais. Relatos da família indicam que Daiane já havia registrado boletins de ocorrência anteriores contra o síndico do prédio, alegando perseguição.


O contexto legal desses atritos é fundamental para a tipificação de possíveis suspeitos. A linha de investigação que apura a participação de terceiros ligados à administração do prédio ganhou força após a constatação de que a energia de Daiane foi cortada de forma manual no subsolo, um local de acesso restrito. Para a polícia, o ato de desligar a energia pode ter sido uma "isca" para atrair a vítima a um local isolado e sem monitoramento eficiente. O síndico e funcionários do condomínio já foram ouvidos, mas a Polícia Civil mantém os detalhes dos depoimentos sob sigilo absoluto para não comprometer a eficácia das buscas e possíveis pedidos de prisão temporária.


Atuação Interestadual: O Apelo de Minas Gerais e a Colaboração entre Forças


Apesar de o fato ter ocorrido em solo goiano, o caso repercute intensamente em Belo Horizonte e Uberlândia, onde reside a família da vítima. Nilse Alves Pontes, mãe de Daiane, tem sido a voz principal na cobrança por agilidade. A conexão entre as forças de segurança de Minas Gerais e Goiás tem sido essencial, especialmente no compartilhamento de dados cadastrais e no suporte psicológico à família. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) acompanha o caso de perto, fornecendo informações sobre o perfil da corretora e auxiliando na triagem de possíveis contatos de Daiane em solo mineiro que pudessem lançar luz sobre suas atividades recentes.


A relevância nacional do caso reside no "modus operandi" do desaparecimento. O fato de uma pessoa sumir dentro de um ambiente teoricamente controlado e vigiado levanta alertas sobre a segurança em condomínios e a vulnerabilidade de mulheres em situações de conflito privado. A mobilização da mídia em Minas Gerais e Goiás tem garantido que o caso não seja arquivado prematuramente, forçando uma atuação mais incisiva das autoridades estaduais na busca pela verdade real, independentemente do desfecho.


Próximos Passos: Tecnologia e Ciência Forense na Busca por Respostas


Os próximos passos da investigação estão centrados na quebra do sigilo telemático e na análise de dados de geolocalização. Embora o celular de Daiane tenha parado de emitir sinal pouco após o desaparecimento, a Polícia Civil solicitou às operadoras o mapeamento das "ERBs" (Estações Rádio Base) que registraram conexões de aparelhos que circularam na garagem naquele período. A expectativa é identificar se algum dispositivo eletrônico desconhecido esteve próximo ao de Daiane no momento exato em que o vídeo foi interrompido.


Além disso, a força-tarefa aguarda o resultado de perícias em veículos específicos que foram identificados saindo do prédio. O uso de cães farejadores treinados para a busca de cadáveres ou tecidos humanos também não está descartado para varreduras em áreas de difícil acesso do condomínio e matagais circundantes em Caldas Novas. O inquérito policial agora corre contra o tempo, pois o marco de 30 dias é considerado crítico em investigações de homicídio e desaparecimento forçado, onde a preservação de provas se torna cada vez mais difícil.


Conclusão: O Compromisso com a Verdade e a Justiça


O caso de Daiane Alves Sousa é um lembrete doloroso da necessidade de rigor nas investigações policiais e da vigilância constante sobre a atuação das forças de segurança. A transição para uma investigação de homicídio, embora traga angústia aos familiares, demonstra que a Polícia Civil não está ignorando as evidências de crime e que buscará os responsáveis por este mistério que choca dois estados. O trabalho minucioso dos peritos e delegados é a única via para que o silêncio do subsolo de Caldas Novas seja finalmente rompido por respostas.


Para continuar acompanhando os desdobramentos desta investigação e receber em primeira mão as atualizações sobre as operações das forças de segurança em Minas Gerais e no Brasil, sintonize na Rádio AGROCITY. Nossa equipe de jornalismo segue em plantão permanente, trazendo boletins de ocorrência, entrevistas exclusivas com autoridades e o monitoramento completo das ações que visam garantir a justiça e a segurança da nossa população.



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