OPERAÇÃO TERMINUS E ISCARIOTES: POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA MEGAOPERAÇÃO CONTRA O CRIME ORGANIZADO EM MINAS GERAIS E MAIS 14 ESTADOS
- Rádio AGROCITY

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Ofensiva Nacional Contra o Narcotráfico e a Corrupção
Nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, as forças de segurança pública, lideradas pela Polícia Federal (PF), desencadearam uma das maiores ofensivas do ano contra o crime organizado no Brasil. Batizada de Operação Terminus, a ação mobiliza centenas de agentes para o cumprimento de 112 mandados de prisão e 180 mandados de busca e apreensão em 15 estados da federação. Em Minas Gerais, o foco recai sobre alvos estratégicos do tráfico de drogas, com incursões já realizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no interior do estado.
Simultaneamente, a Polícia Federal também executa a Operação Iscariotes, que investiga um sofisticado esquema de contrabando, lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo agentes públicos. Com desdobramentos diretos em Belo Horizonte, Vespasiano e Montes Claros, esta segunda operação mira a estrutura logística que permite a entrada ilegal de mercadorias no país, muitas vezes com a conivência de quem deveria fiscalizar, reforçando o compromisso das instituições em depurar as próprias fileiras e sufocar financeiramente as organizações criminosas.
O Detalhe da Operação: Prisões e Apreensões em Solo Mineiro
Em Minas Gerais, as ações da Operação Terminus são coordenadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que reúne esforços das polícias Federal, Civil e Militar. Logo nas primeiras horas da manhã, um importante alvo foi localizado e detido na cidade de Sete Lagoas, na região Central. O indivíduo, que se encontrava foragido da Justiça, possui condenação superior a oito anos de reclusão por tráfico de drogas e é apontado como peça relevante na distribuição de entorpecentes em comunidades mineiras.
Já no âmbito da Operação Iscariotes, o impacto financeiro é expressivo. A Justiça Federal determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 40 milhões em bens, incluindo o sequestro de 10 imóveis e 12 veículos de luxo. Em Belo Horizonte, equipes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresários e servidores suspeitos de facilitar o contrabando de eletrônicos de alto valor. A logística do grupo consistia em ocultar mercadorias estrangeiras em compartimentos secretos de veículos, utilizando rotas que cruzavam Mato Grosso do Sul com destino final aos centros comerciais de Minas Gerais.
O Contexto Legal: Tráfico, Contrabando e Corrupção Passiva
As investigações que culminaram nas operações de hoje tipificam uma série de crimes graves previstos no Código Penal Brasileiro e na Lei de Drogas (Lei 11.343/06). No caso da Operação Terminus, os detidos respondem por tráfico ilícito de entorpecentes e associação para o tráfico, crimes que, somados, podem ultrapassar os 20 anos de reclusão. A estratégia da FICCO é focar não apenas na apreensão da substância, mas na captura de lideranças que operam a logística interestadual.
Na vertente da Operação Iscariotes, a gravidade é acentuada pela presença de crimes funcionais. Além do contrabando e descaminho, a investigação aponta para a prática de corrupção passiva e violação de sigilo funcional por parte de alguns agentes de segurança pública. O nome "Iscariotes" faz uma alusão direta à traição, referindo-se aos servidores que, ao se aliarem ao crime, traíram o juramento de proteção à sociedade. O monitoramento eletrônico e o afastamento de funções públicas foram algumas das medidas cautelares aplicadas para interromper o fluxo de informações privilegiadas para os criminosos.
Atuação das Forças em Minas Gerais: A Estratégia da Integração
O sucesso das intervenções deste 18 de março em Minas Gerais é reflexo da consolidação do modelo de forças-tarefa. A integração entre a Polícia Federal e as polícias estaduais (Civil e Militar) tem permitido que informações de inteligência circulem com maior agilidade, possibilitando o cerco a criminosos que cruzam as divisas do estado para escapar da justiça. Minas Gerais, por sua vasta malha rodoviária e localização central, é frequentemente utilizada como corredor logístico pelo crime organizado, o que demanda operações constantes como a Terminus.
Além do combate ao tráfico, a atuação em conjunto com a Receita Federal na Operação Iscariotes demonstra uma mudança de paradigma: o foco no asfixiamento financeiro. Ao retirar o poder econômico das quadrilhas — através do bloqueio de contas e sequestro de bens — as forças de segurança conseguem desarticular a estrutura de comando com muito mais eficácia do que apenas através de prisões isoladas de "mulas" ou pequenos distribuidores.
Próximos Passos da Investigação e Custódia
Com a finalização dos cumprimentos de mandados nas próximas horas, o foco das autoridades se volta para a análise dos materiais apreendidos. Celulares, documentos e computadores recolhidos em Belo Horizonte e cidades do interior passarão por perícia técnica para identificar novos integrantes das redes criminosas. Os depoimentos dos detidos serão fundamentais para confirmar o organograma das facções e entender como se dava a lavagem do dinheiro oriundo do crime.
Os presos em Minas Gerais foram encaminhados para as respectivas delegacias da Polícia Federal e, após os procedimentos de praxe e exames de corpo de delito, serão transferidos para o sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal e Estadual. A Polícia Federal já sinalizou que a Operação Terminus terá novos desdobramentos ao longo da semana, com o objetivo de capturar outros foragidos que constam na lista de prioridades do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Acompanhar a segurança pública é fundamental para entender o impacto dessas ações no nosso dia a dia. Para mais detalhes sobre o desenrolar dessas operações e os boletins de ocorrência atualizados em Minas Gerais, continue sintonizado na Rádio AGROCITY. Trazemos a informação precisa, direto do plantão policial, para manter você sempre bem informado com responsabilidade e seriedade.



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