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Vacinação Contra Brucelose em São Paulo: Campanha Vai Até 30 de Junho de 2026 – Entenda a Importância e os Procedimentos

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • há 6 dias
  • 4 min de leitura

A brucelose é uma doença que desafia o setor agropecuário e, em 2026, a vacinação contra essa condição se torna obrigatória em São Paulo. A campanha, que ocorre de 1º de janeiro a 30 de junho, foca na proteção de bezerras bovinas e bubalinas com idades entre 3 e 8 meses. Neste artigo, vamos explorar a importância dessa vacinação, os procedimentos envolvidos e o impacto na saúde do gado e na economia agropecuária.


O que é brucelose e por que vacinar é fundamental


A brucelose é uma doença zoonótica causada pela bactéria Brucella abortus, que pode infectar tanto bovinos quanto humanos. Os efeitos mais devastadores da brucelose incluem abortos nos rebanhos, o que resulta em perdas significativas para os produtores. A transmissão para os seres humanos pode ocorrer através do consumo de leite não pasteurizado ou pelo contato direto com animais infectados.


Com mais de 500.000 casos de brucelose registrados anualmente no mundo, a vacinação é uma das medidas mais eficazes para contornar esse problema. Vacinar os animais não só protege a saúde deles, mas também diminui os riscos de transmissão para os humanos e aumenta a produção e a produtividade no campo.


Close-up view of healthy bovines grazing in a pasture
Bovinos saudáveis em pastagem: uma visão para reforçar a vacinação

Campanha 2026: prazos, público-alvo e procedimentos


A campanha de vacinação contra brucelose se estende até 30 de junho de 2026 e atinge bezerras bovinas e bubalinas com idades entre 3 e 8 meses. Os produtores devem permanecer atentos ao período e garantir que todos os animais dentro da faixa etária sejam vacinados. A aplicação da vacina deve ser realizada exclusivamente por médicos veterinários cadastrados, dada a natureza do risco de infecção associado às vacinas vivas B19 ou RB51.


Procedimentos de vacinação


  • Identificação do gado: Após a vacinação, os animais devem receber um botton auricular com codificações específicas. A vacina B19 será identificada por um botton amarelo e a RB51 por um botton azul. Desde outubro de 2024, essa forma moderna de identificação substitui a marcação a fogo, promovendo maior segurança e bem-estar animal.


  • Documentação necessária: O veterinário responsável deve fornecer um atestado de vacinação, que deve ser registrado no sistema GEDAVE em até 4 dias após a vacinação. É crucial que este registro esteja disponível para garantir o cumprimento das normas sanitárias.


High angle view of a veterinarian applying a vaccine to a bovine
Vet vacinando vasculentes: ação essencial para controle de brucelose

Nova forma de identificação: bottons substituem marcação a fogo


A modernização nos processos de identificação dos bovinos é um avanço significativo para o manejo. A utilização do botton auricular, em vez da tradicional marcação a fogo, não apenas melhora o bem-estar animal, como também facilita o manejo para os produtores. Os bottons conferem maior segurança ao produtor, ajudando a manter registros precisos e garantidos da vacinação dos animais.


Com a plataforma do GEDAVE, é mais simples para os produtores gerenciar sua documentação e se manter em conformidade com o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT).


Como funciona a vacinação: passo a passo para o produtor


1. Agendamento com um veterinário


O primeiro passo é entrar em contato com um médico veterinário credenciado para agendar a vacinação do rebanho.


2. Avaliação dos animais


O veterinário deve realizar uma avaliação do estado de saúde dos animais, excluindo aqueles que estejam com a doença ou que apresentem problemas de saúde.


3. Aplicação da vacina


É crucial aplicar a vacina B19 ou RB51 corretamente. O veterinário deve seguir todos os procedimentos recomendados para garantir a eficácia da vacina.


4. Identificação dos bovinos


Após a vacinação, os animais devem receber os bottons auriculares correspondentes à vacina aplicada.


5. Registro no GEDAVE


Por último, é necessário encaminhar o atestado de vacinação para o sistema GEDAVE dentro do prazo estipulado.


PNCEBT: o programa nacional de controle e erradicação


O Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) tem como meta garantir a saúde do rebanho brasileiro e a segurança da cadeia alimentar. A meta de cobertura vacinal é de, no mínimo, 80% ao ano, somando ambos os semestres. Para a primeira etapa, que se estende até junho, é necessária uma cobertura de no mínimo 40%.


Esses números são fundamentais para a saúde pública e a competitividade do Brasil no comércio internacional. Um exemplo notável é Minas Gerais, que atingiu 52,8% de cobertura no primeiro semestre de 2025, vacinando mais de 1,3 milhão de fêmeas.


Impactos econômicos e sanitários da brucelose


Os efeitos da brucelose vão além da saúde animal. A presença da doença no rebanho resulta em impactos econômicos severos, afetando a produção, a reprodução e o comércio internacional de carne. O Brasil, que expandiu seus mercados internacionais em 2025, busca reduzir a dependência do mercado chinês e melhorar a qualidade de seus produtos. Portanto, controlar a brucelose é vital para fortalecer a posição do Brasil no cenário global.


Responsabilidades e obrigações do produtor


Ao vacinar seu rebanho, o produtor não apenas garante a saúde dos animais, mas também assume uma responsabilidade legal e moral. Animais com teste positivo para brucelose devem ser isolados e abatidos em até 30 dias. Além disso, machos e fêmeas prenhas não podem ser vacinados, conforme as diretrizes do Programa.


É fundamental que o produtor cumpra rigorosamente essas obrigações para não apenas atender à legislação, mas também para proteger sua propriedade e a saúde pública.


Perspectivas: modernização do controle de brucelose no Brasil


A vacinação contra brucelose em São Paulo é um passo importante rumo à modernização no controle de doenças. Com estratégias adequadas e apoio ao produtor, o Brasil pode garantir um rebanho mais saudável e competitivo. A educação e a conscientização sobre a relevância da vacinação são essenciais para o sucesso dessa campanha.


Os impactos positivos da vacinação na saúde animal e na economia são evidentes. Os produtores devem abraçar essa oportunidade não apenas para proteger seus animais, mas também para contribuir com uma indústria agropecuária mais saudável e sustentável.


Eye-level view of a farm landscape highlighting healthy livestock
Paisagem de uma fazenda com gado saudável: simbolizando a importância da vacinação

Ação necessária: vacine seu rebanho!


A vacinação contra brucelose vai além de uma obrigação legal - é uma necessidade vital para a saúde do rebanho e a segurança alimentar. Produtores, é hora de agir! Não deixe para depois - consulte um veterinário, agende a vacinação e participe da campanha até 30 de junho de 2026. Juntos, todos podem fazer a diferença na erradicação da brucelose e garantir um futuro mais saudável para a pecuária brasileira.

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