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VIRADA DE ALMA NO MANDUZÃO: GALO SUPERA O POUSO ALEGRE E SEGUE FIRME NA BUSCA PELA LIDERANÇA

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura
Reinier marca pelo Atlético-MG e acaba com jejuns de gols
Reinier marca pelo Atlético-MG e acaba com jejuns de gols

O TESTE DE RESILIÊNCIA ALVINEGRA


O grito de "Galo" ecoou forte no Sul de Minas na tarde deste sábado. Em um confronto que testou os nervos da massa atleticana e a profundidade do elenco de Jorge Sampaoli, o Atlético-MG venceu o Pouso Alegre por 3 a 1, de virada, no Estádio Manduzão. O resultado não foi apenas uma soma de três pontos na tabela; foi uma demonstração de autoridade e repertório tático. Após sair perdendo no primeiro tempo com um golaço de Gabriel Tota, o Alvinegro voltou do intervalo com uma postura avassaladora, transformando a desconfiança em uma vitória contundente construída em poucos minutos de pura intensidade.


Este duelo, válido pela 6ª rodada do Campeonato Mineiro, tinha contornos de decisão. O Atlético vinha da euforia de uma vitória no clássico contra o Cruzeiro, mas precisava provar que o time alternativo — escalado estrategicamente devido à maratona de jogos que inclui compromissos pelo Brasileirão — teria pernas e entrosamento para furar o bloqueio do "Dragão do Sul". Com a vitória, o Galo chega aos 10 pontos no Grupo A, colando na liderança e consolidando sua reabilitação na competição estadual, enquanto o Pouso Alegre estaciona nos 7 pontos e vê sua situação no Grupo B ficar ameaçada.


ANÁLISE TÁTICA: A METAMORFOSE DE SAMPAOLI


O primeiro tempo no Manduzão foi um retrato fiel das dificuldades de um time misto contra uma defesa bem postada. O Atlético detinha a posse de bola — chegando a picos de 78% em determinados momentos —, mas a circulação era lenta e previsível. O Pouso Alegre, treinado pelo ex-jogador Danilo, soube sofrer e foi cirúrgico: aos 20 minutos, Gabriel Tota aproveitou uma bobeira na transição defensiva atleticana e acertou um chute raro, no ângulo de Everson, abrindo o placar. O cenário parecia sombrio para o Galo, que ainda perdeu o volante Alexsander por lesão antes do intervalo.


Contudo, a conversa no vestiário e as leituras táticas de Sampaoli mudaram o jogo. O Atlético retornou para o segundo tempo ocupando melhor os espaços e utilizando as pontas com agressividade. Aos 5 minutos, Gustavo Scarpa desfilou sua categoria em um cruzamento preciso para Reinier, que testou com firmeza para empatar. O gol foi o combustível que faltava. Três minutos depois, em uma jogada rápida de linha de fundo, Tomás Cuello cruzou, a bola desviou na defesa e morreu no fundo das redes. Em apenas oito minutos da etapa complementar, o Galo já havia revertido o placar, mostrando que a "identidade Sampaoli" de pressão constante começa a ser assimilada por todo o plantel.


IMPACTO NA TABELA E O "GOL DE ATACANTE" DO ZAGUEIRO


A vitória deixa o Atlético-MG em uma posição confortável, mas vigilante. Com 10 pontos, o time agora está apenas um ponto atrás da URT, líder do Grupo A. Mais do que a classificação em si, o triunfo dá tranquilidade para o treinador gerir o elenco. O destaque final da partida ficou por conta de Ruan Tressoldi. Aos 42 minutos do segundo tempo, quando o Pouso Alegre tentava um abafa desesperado, o zagueiro recuperou a bola, arrancou como um autêntico ponta-esquerda, driblou a marcação e finalizou com uma categoria que muitos centroavantes invejariam. Foi o "gol da tranquilidade" que selou o 3 a 1.


Para o Pouso Alegre, o sinal de alerta está ligado. A equipe vinha de duas derrotas pesadas e precisava de um resultado positivo em casa para se manter na cola do América-MG no Grupo B. Apesar do bom primeiro tempo, a queda física e a incapacidade de conter o volume de jogo do Galo na segunda etapa expuseram carências que o técnico Danilo precisará corrigir rapidamente antes do confronto contra o Democrata-GV na próxima rodada.


O CONTEXTO MINEIRO: A FORÇA DO INTERIOR E O PESO DA CAMISA


O confronto deste sábado também serviu para reafirmar a importância do interior mineiro no cenário estadual. O Estádio Manduzão recebeu mais de 11 mil torcedores, criando uma atmosfera de jogo grande que valoriza o produto Campeonato Mineiro. Ver o Atlético-MG sofrer para vencer um time de menor investimento mostra que o nível de competitividade tem subido, exigindo que os grandes da capital entrem 100% focados em todas as praças.


A comparação com o desempenho do Cruzeiro e América-MG na rodada é inevitável. Enquanto o América segue sólido, o Galo precisava dessa sequência de duas vitórias (Cruzeiro e Pouso Alegre) para afastar qualquer fantasma de crise após um início de campeonato oscilante. A entrada de reforços como Reinier e a afirmação de jogadores como Cuello dão ao torcedor a esperança de que o time terá fôlego para brigar por todos os títulos da temporada 2026.


BASTIDORES, LESÃO E A REPERCUSSÃO NAS REDES


Nem tudo foi festa para o Alvinegro. A preocupação nos bastidores gira em torno do volante Alexsander, que deixou o campo com dores agudas no joelho esquerdo. A comissão médica informou que o atleta será reavaliado em Belo Horizonte, e uma possível lesão de ligamento não está descartada, o que seria uma baixa considerável para o setor de meio-campo. Nas redes sociais, a torcida celebrou a "virada relâmpago" e brincou com a habilidade de Ruan Tressoldi no ataque, apelidando-o momentaneamente de "Ruan-do-Galo".


Jorge Sampaoli, em sua coletiva pós-jogo, elogiou a capacidade de reação, mas manteve o tom exigente: "Não podemos dar o primeiro tempo de presente ao adversário. No Galo, a intensidade deve ser do minuto um ao noventa". Essa mentalidade é o que o torcedor espera ver na próxima quarta-feira, quando o time volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro.


CONCLUSÃO: A JORNADA NÃO PARA


O triunfo em Pouso Alegre mostra que o Atlético-MG está encontrando sua melhor forma, equilibrando a experiência de veteranos com o vigor dos novos reforços. O Campeonato Mineiro segue sendo um laboratório valioso e uma fonte de emoções genuínas para o futebol de Minas Gerais. O "Galo Forte e Vingador" provou que, independentemente da escalação, a camisa alvinegra impõe respeito e busca o resultado até o último apito do árbitro.


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