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Boi Gordo em 2026: Redução de Oferta e Copa do Mundo Impulsionam os Preços

  • Foto do escritor: Rádio AGROCITY
    Rádio AGROCITY
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

A Virada do Ciclo Pecuário


O mercado do boi gordo inicia janeiro de 2026 com sinais claros de firmeza. Após um ciclo de baixa que castigou as margens nos últimos anos, o cenário mudou: a expectativa de redução no abate de fêmeas e o estreitamento da oferta de animais terminados começam a empurrar as cotações para cima. Hoje, as praças de referência no Sudeste e Centro-Oeste já operam com escalas de abate curtas, sinalizando que o comprador precisará "subir a régua" para garantir o suprimento.


O lide deste movimento é a combinação entre a menor disponibilidade de gado e um otimismo crescente no consumo doméstico. Com o início do ano e a proximidade de grandes eventos, como a Copa do Mundo, a demanda por proteína animal no Brasil deve ganhar um fôlego extra, servindo como suporte para que o preço da arroba retome patamares de valorização real.


Mercado e Cotações: O Protagonismo da Exportação e do Consumo


A arroba do boi em São Paulo mantém-se firme na casa dos R$ 322,00, enquanto estados como o Paraná registram altas graduais. O mercado externo continua sendo o grande sorvedouro da carne brasileira, com a China mantendo o ritmo de compras, apesar das tentativas de diversificação de fornecedores. A valorização do bezerro também entra na conta, elevando o custo de reposição e forçando o pecuarista a segurar os animais no pasto à espera de melhores preços.


A logística de exportação está otimizada, e os novos acordos sanitários firmados no final de 2025 começam a abrir portas para cortes nobres em mercados como México e Sudeste Asiático. Para o mercado interno, a isenção de imposto de renda para faixas salariais mais baixas é vista como um estímulo direto ao consumo de carne nas gôndolas dos supermercados.


Impacto na Produção e Perspectivas Futuras


Para o pecuarista, 2026 é o ano de colher os frutos de quem investiu em genética e pastagem durante a crise. O impacto direto é uma melhora na relação de troca. Entretanto, o custo da ração (milho e farelo de soja) permanece como um ponto de atenção, exigindo que o confinador seja cirúrgico no fechamento dos lotes.


As perspectivas para o médio prazo indicam que o ciclo pecuário entrou em sua fase de retenção, o que deve manter os preços sustentados ao longo de todo o primeiro semestre.

O risco sanitário continua no radar, mas o Brasil se consolidou como uma fortaleza de biossegurança, o que tranquiliza os investidores e mantém o fluxo de caixa do setor pecuário em níveis saudáveis.


O mercado do boi está em movimento e as oportunidades de negócio estão surgindo a cada leilão. Quer saber o momento exato de vender seu lote ou as tendências para a reposição? Sintonize a Rádio AGROCITY. Aqui, a voz do pecuarista tem vez e a análise de mercado é feita por quem entende o dia a dia do curral.

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